Letra
Mandê vir um pssiché
Pá nha cara eu pintar
Pós portes serem de graça
Enchi o carrinhe àbarretar
Juntê-lhe mais dois tapetes
E uma colcha d’algodão
Uma embalagem discreta
Já que ninguém me coça o berbigão
Temára eu q’aquele cartêr
Venha depressa ò mê quintal
Tenho aqui uma rica pérola
P’ele usar no carnaval
À espera chêa de nerves
Dizia ele que morava pert
Saí só d’avental,
E o mê pacote já tava abert
Injuada c’má pardela,
Mestrê-lhe o maior serrize
Despencouse-m’a dentadura
Na boca já só tenhe um sise
Estende a mão o magricela
Disse-me tenha juíze
Inda q’ria uma assinatura
Some-te na te faças ò pise