Letra
Tava praia chêa no V’rão
Mas algo começ’à chêrar
Com um aroma nada poétic
Era realidade a denunciar
Dizem que tá tude certe
Qué só desculpa habitual
Mas o povo sabe bem
Que há veneno a ir para o sal
Turistas a fegir da água
Pescadores sem p’der pescar
A espuma traz mais que vaga
Traz sinais de 'um mal maior no mar
Dizem que não há p’rig
Mas o risque tá à vista
Quand o lucre fala primêr
A verdade vir’àrtista
Promessas ao vente, culpa sem done
Silêncio profunde, num mar sem sone
Males que crescem em marés esquecidas
Corpos doentes e noites perdidas
E as verdades que ardem em azia
Desaguam por fim...em porcaria